MEIO-AMBIENTE E POLÍTICA NO BRASIL

Junho 5, 2009

O Greenpeace recentemente acusou o governo brasileiro de favorecer o desmatamento da Amazônia ao incentivar a criação de gado na região. Culparam o governo e o consumo de carne pela devastação da floresta. Não foram os primeiros a relacionar o consumo de carne com problemas ambientais. E ao que parece, estão certos.

De outro lado, Carlos Minc briga com ruralistas. Veja aqui. A senadora Katia Abreu (DEM-TO, leia-se “defensores de coronéis da terra”) fez drama, falou que os ruralistas “não são criminosos”, e em uma entrevista dada à TV, falou que não está defendendo pessoas desonestas, e sim pessoas que moram lá há anos e não estão com suas terras regularizadas por incompetência do Estado brasileiro.  O que de fato pode ser verdade, mas mesmo assim, eu ainda apóio totalmente o Minc em sua ironização e suas críticas aos ruralistas. A gente sabe muito bem o que esse pessoal quer.

Enfim, a Amazônia é fruto de muitos conflitos. E muitas vezes, como na política em geral, é difícil saber quem é o vilão e o herói, quem está defendendo interesses excusos e quem está realmente querendo defender o meio-ambiente. O próprio Greenpeace, assim como a WWF e outras ONGs internacionais, não agem apenas em nome do bem-comum e da ética.  Mas sei que tanto Minc quanto Marina Silva, sua antecessora, são certamente mais comprometidos com o meio-ambiente do que ruralistas. Para ser justo, deixo uma crítica a Carlos Minc:  ao que me parece, ele pouco fez para impedir a aprovação de Angra 3, enquanto ministro -sendo que tanto ele quanto Lula, há muitos anos atrás, protestaram contra essas usinas nucleares).

Moral da história: nós, brasileiros, assim como todo o mundo, temos que ficar atentos para tudo que acontece em relação ao meio-ambiente, se quisermos ter um planeta habitável. Devemos fiscalizar, se informar, pressionar autoridades, saber o que está acontecendo. Já perdemos uma ministra por causa das pressões do “desenvolvimento”. Não devemos perder outro, e também não devemos deixar tudo na mão dele, confiar a proteção do meio-ambiente a ele, ou ao Greenpeace. 

O desenvolvimento é algo que traz resultados mais rápidos para um governo do que a preservação do meio-ambiente, além de trazer apoio de gente muito poderosa e com muito dinheiro. Além disso, o meio-ambiente envolve muitos interesses egoístas, como a vontade de tirar a Amazônia do Brasil com a desculpa de preservá-la. Por isso, se a população não ficar em cima, ninguém vai ficar… Daqui a alguns anos, podemos ser uma grande potência graças à Amazonia e a nossos recursos naturais, ou podemos pagar o preço por um desenvolvimento no curto prazo, por acreditarmos na retórica de políticos que dizem defender pobres agricultores. Não que eu seja nacionalista e que minha preocupação seja que o Brasil se torne uma potência, mas a questão é que, pensando a longo prazo,  a preservação do meio-ambiente vale muito, até para a preservação do meio-ambiente! Pense nisso, e faça sua parte! Não acredite piamente nos selos de certificação florestais (existem muitas críticas a eles, e existem interesses envolvidos), não deixe a questão na mão de políticos e ONGs, se informe, apóie o que deve ser apoiado, critique e pressione contra o que não deve. Isso é urgente! Além de impedir o aquecimento global, a biodiversidade da Amazônia possibilita muitos remédios, ou até produtos cosméticos, entre muitas outras coisas.

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