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Maio 3, 2016

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Picadas de pernilongos, borrachudos, e outros semelhantes atormentam as pessoas, especialmente no verão, nas férias, quando queremos relaxar.

Quem é alérgico, como eu, sofre ainda mais….

Por isso, compilei algumas dicas sobre o assunto que encontrei na Internet, e em consultas com Dermatologistas. Cabe dizer, claro, que não sou nem de longe um especialista no assunto, então, não tenho muita garantia científica do que estou falando, a não ser a garantia do que funcionou comigo até agora, e do que vi, em alguns sites que dizem ter evidência científica…

Para resolver o problema das picadas de inseto, temos duas maneiras: evitar tomar a picada, e tratar as picadas depois que aconteceram.

Eu nunca consegui evitar muito as picadas com repelentes nem nada do tipo, mas nunca usei os repelentes mais fortes, que estou sugerindo aqui. Alguns amigos sociólogos, que fizeram algumas pesquisas de campo comigo, me sugeriram alguns repelentes mais fortes, que segundo eles funcionam bastante e são a melhor solução em matas fechadas, coisas do tipo….

REPELENTES

PARA O CORPO:

– Procure algum que contenha DEET (o máximo possível – existe um que se chama Exposis, ou algo do tipo, que pode ser encontrado na Leroy Merlin e talvez em farmácias até – nunca comprei, portanto não sei bem);

PARA O AMBIENTE (funciona mais em lugares fechados, claro):

-Velas de andiroba (parece ter uma eficácia considerável, segundo alguns estudos);

-capim-limão, erva-cidreira, tomilho, menta, lavanda (não sei se existem velas, se podemos colocar vasos, como nos casos abaixo, etc.), citronela também é usada;

-piretróides (eficácia aumenta quando em ambientes menores, segundo estudos científicos que vi em um site) – ISSO NÃO É REPELENTE, É INSETICIDA MESMO – se não me engano, todos insecitidas que costumamos ver são feitos com essas substâncias (piretróides)…

-permetrina: spray e aerossol (para passar nas roupas) – não sei bem do que se trata, nunca testei, mas pretendo testar no futuro. Se não me engano, também demonstrou eficácia em estudos científicos)

-vaselina – em alguns lugares (como algumas cachoeiras de Ilhabela, se utiliza óleo de cozinha também – tinha tanto borrachudo nessas cachoeiras que não posso dizer o grau de eficácia do óleo de cozinha, precisaria testar em um ambiente mais “normal”)

-Utilizar roupas claras

-Não usar perfume – essa é uma que tenho dúvida. Certa vez, eu vi em algum site que o perfume repele os mosquitos, mas vi depois em outro site que pesquisas demonstram que é o contrário, ele atrai. Eu não sei bem, parece que realmente mosquitos são atraídos por odor do suor ou coisa do tipo, mas não sei se o perfume ajuda ou atrapalha nisso.

 

PARA A CASA (algumas soluções mais de “longo prazo”):

– Colocar vasos de arruda, citronela;
– Acabar com água suja (lixos, por exemplo) – pernilongos comuns são atraídos por água suja, o mosquito da dengue é atraído por água limpa.

Uma outra dica para evitar picadas, que eu faço muito, e que é aconselhada para bebês (porque eles não podem usar repelente): tampe seu corpo o máximo possível. Para mim, o mais importante é tampar os pés, porque eu sempre levo muitas picadas no pé, e quando coloco os tênis, melhora bastante (talvez seja o lugar mais fácil para os mosquitos picarem sem você ver, ou por algum outro motivo eles preferem os pés – e parece também que as picadas nos pés são as que mais incomodam).

O problema é que no verão você não vai de meia e camisa de manga comprida para a praia, certo? Mas como os mosquitos atacam mais no anoitecer, e como (eu acho), tomar um banho ajuda a aliviar as coceiras de picadas que já existiram e evita novas picadas (experiência própria, mas acho que tem alguma explicação científica, porque se não me engano os mosquitos são atraídos pelo odor do nosso suor, e coisas do tipo, e estar limpo os afasta), aí você coloca pelo menos uma meia e tênis, isso tem me ajudado bastante. Por mais que fique com um pouco mais de calor, pode valer a pena.

Evitar muita exposição nessas horas críticas (eu tenho impressão de que o amanhecer e anoitecer são as piores horas), também pode ajudar. Ficar num ambiente mais fechado, e talvez colocar um inseticida antes….

TRATAMENTO

É impossível evitar totalmente as picadas quando estamos num lugar que tem muitos insetos. Então, é bom sempre ter alguns tratamentos pós-picadas.

Em algum site consta que as substâncias que aliviam o incômodo das picadas são: anti-histamínico (H1), anestésico local ou derivado de hidrocortisona.

-pomada Verutex B – eu tenho utilizado bastante, e me ajuda muito, depois de alguns minutos a alergia passa (acho que ela se enquadra nas substâncias citadas acima, mas acho interessante colocar aqui, porque ela foi a única que testei, foi recomendada pelos dois Dermatologistas a quem pedi algo do tipo, e funcionou relativamente bem)

-cebola – cortar ao meio e passar (ainda não testei, mas vi em um site e não custa tentar, quando não tivermos outros tipos de substância para tratar)

-compressas geladas (idem – não testei, mas não custa tentar)….

Em caso de crise alérgica, tem o remédio Polaramine. Quem é alérgico, como eu, deve levar um desses para lugares como Ilhabela e Ubatuba, carregados de borrachudos. Mas aconselho que veja um especialista antes, porque não se deve sair tomando remédios, especialmente se você não for alérgico (e se for alérgico, é bom saber o que está fazendo – uma vez eu tomei Polaramine, já estava com a cara toda “empipocada”, e a garganta fechando, e melhorei um pouco depois, mas isso não significa que funciona com todo mundo e sempre – e repito, isso é para casos de alergia severa, eu acho, não para qualquer coceira, provavelmente não deve ajudar em nada nesses casos).

Repito mais uma vez que não sou nenhum especialista na área, nem sou da área de Biológicas para me meter muito a falar desse assunto. Mas como sofro muito com isso, especialmente em lugares que são maravilhosos, como o Litoral Norte de São Paulo, eu pesquiso sobre o assunto e fiz essa compilação (inclusive para eu mesmo consultar se precisar no futuro).

O último Dermatologista que consultei disse que não tem tratamento para a alergia. Mas já ouvi dizer que existem alguns tratamentos. Se não me engano, tem um programa de tratamento para alergia a picadas em algum hospital da região de Pinheiros, em São Paulo (Emilio Ribas, Hospital das Clínicas), não sei. Preciso pesquisar sobre isso. Acho que homeopatas também possuem alguns remédios para picadas, eu usava antigamente, precisava lembrar o nome…

Vale a pena consultar os especialistas (tanto dermatologista quanto homeopata e talvez o alergologista) e verificar todas essas soluções, porque não me parece que tenha uma grande solução mágica. E suspeito que dependendo do tipo de mosquito tem um tipo de solução mais adequado….

 

REPELENTE NATURAL

Segue abaixo também uma receita para preparar um repelente de um amigo agrônomo. Não sei se funciona, ainda não testei também.

 

INGREDIENTES:

1/2 litro de álcool
1 pacote de cravo da Índia (100g)
1 vidro e óleo para nenéns (100ml)

MODO DE FAZER:
Deixe o cravo curtindo no álcool uns 4 dias agitando , de manhã e a tarde. Depois coloque o óleo corporal (pode ser de amêndoas, camomila, erva doce, lavanda, aloe vera).

MODO DE USAR:
Passe uma gota no braço e nas pernas e o mosquito foge do cômodo.
O cravo espanta formigas da cozinha e dos eletrônicos, e espanta as pulgas dos animais.
O repelente evita que o mosquito sugue o sangue, assim, ele não consegue maturar ovos e atrapalha a postura. Vai diminuindo a proliferação.

* A comunidade toda tem que usar, como num mutirão.

Boa sorte!

Eu às vezes acho que a maioria das pessoas, em alguns momentos, pode ter sentimentos horríveis, e por vezes contraditórios, quando vê a miséria, a pobreza, o mendigo, ou mesmo quando vê, por exemplo, dois homens se beijando. é bom para entender ate os piores e mais malignos. Mas esse sentimento não deixa de ser horrível.

De certa forma, é compreensível que aquilo que é feio, ruim, sujo, nos cause asco. E desse asco, pode vir a . Em certo ponto, a eutanásia não deixa de ser muito diferente disso (uma grande contradição da extrema-direita, porque eles são a favor de eliminar diversos grupos, mas são contra eliminar a pessoa que deseja, ela mesma, ser eliminada).

A esquerda parece que acaba gostando do que é feio e desagradável para se opor a isso. Aí vemos um lado muito positivo da direita mais liberal, ao propor a idéia de que todos podem melhorar. Claro que o “você também pode melhorar” tem um lado negativo (o positivo é que pregam que todos podem melhorar e por isso buscam a igualdade de oportunidades; o negativo é que alguns, como os livros de auto-ajuda, chegam a dizer de uma forma patética, hipócrita, como se fosse fácil melhorar, como se bastasse querer que a pessoa pode melhorar)

Temo que a maioria das pessoas tenha um pouco desse sentimento higienista, esse sentimento indigesto, essa raiva da situação em que se encontram os fracos, feios, miseráveis, desgraçados, etc. que acaba virando uma raiva desses indivíduos portadores desses problemas. Não digo isso para defender esse sentimento, como se fosse inevitável. Digo para que ele seja esclarecido, para pararmos de fingir que ele não existe ou que é apenas uma coisa ideológica e cultural de uma extrema direita sombria e psicótica. Precisamos resolver esse problema, para que as pessoas não sejam mais alvo de todos os sentimentos de que costumam suscitar por sua situação de miséria: desde os mais nobres, como a dó e compaixão, até os mais perversos e sombrios, como essa vontade de expurgá-los do mundo para que os problemas que trazem consigo sejam também expurgados. E esses sentimentos nobres podem estar mais misturados com esses sentimentos sombrios do que podemos pensar.

Claro, a melhor maneira de resolver esse problema é dar às pessoas melhores condições de vida. Mas isso não é fácil. E além disso, o problema a que me refiro aqui não é dos pobres, dos miseráveis, da pessoa que tem a cara destruída, do mutilado, e sim da pessoa que sofre ao ver e conviver com essas pessoas. E da pessoa que fica com raiva dessas pessoas. E da pessoa que fica com raiva de outros grupos que não tem necessariamente um problema como esses, mas que não são aceitos por essa pessoa: o negro, o gay, etc. A não ser que você seja um desses religiosos fanáticos e, na minha opinião, doentes e esquizofrênicos, que acham que um gay precisa ser “curado”, ou aqueles loucos do começo do século 20 que queriam “embranquecer” a população, você verá claramente que o problema não está neles, mas em quem se incomoda com eles. Mas temo que muito mais gente se incomoda com algumas imagens do que pode parecer. Porque falar sobre isso é um tabu, ainda mais no Brasil, terra do “racismo velado”, onde todos fingem conviver bem mas nas profundezas do inconsciente, da mente humana, dos sentimentos, coisas muito mais sombrias e lamentáveis acontecem.

E esse mesmo sentimento de raiva de um grupo ou tipo de pessoa pode se voltar justamente contra os fascistas, os skinheads, a extrema-direita, os psicopatas. Claro que por motivos mais compreensíveis e nobres, e justamente por querer acabar com esse tipo de sentimento: se a cabeça dessas pessoas é impossível de mudar, se elas vão continuar ameaçando grupos por questões superficiais como preferência sexual ou cor, ou ainda por ideologia, eles devem ser exterminados. Se não se pode dialogar com eles, deverão ser presos ou assassinados.

Infelizmente, a História nos mostra que em alguns casos isso realmente é necessário. Alguém acredita que os nazistas poderiam parar de outra forma que não fosse perdendo uma guerra? Como você vai negociar com alguém como Hitler? Oferecendo a Polônia em troca de 5 mil judeus? Ou o contrário, oferecendo 5 mil judeus em troca da Polônia? Não dá, não tem como. É triste ter que concluir isso, mas foi um caso em que a guerra era a única forma de conseguir a paz no mundo. Não vou entrar na questão de que os Aliados e os Soviéticos podem ter sido em alguns momentos tão cruéis e sanguinários como os Nazistas. As bombas atômicas lançadas pelos EUA e as crueldades de Stalin e outros ditadores comunistas falam por si só. Mas o fato é que com essas pessoas ainda havia alguma maneira de dialogar e negociar. Com Hitler, fica mais difícil. Era uma espécie de serial-killer de larga escala. O objetivo era dominar o mundo e destruir algumas raças, não era um meio, como foi para os EUA jogar as bombas que mataram milhões e causaram contaminações absurdas no Japão. Alguém pode dizer que Stalin ficou tão louco que também era impossível negociar com ele, e que em alguns momentos foi possível negociar até com Hitler, como no tal pacto entre ele o próprio Stalin.  Mas é complicado quando o objetivo das pessoas é exterminar certos grupos. Da mesma forma que houveram negociações com Hitler, você pode em alguns momentos negociar com um serial killer, mas você sabe que para aquilo tudo acabar mesmo, só se você prender ou matar o sujeito.

Pois bem, essa é uma medida extremista, e defendê-la como bandeira seria uma estupidez que leva a tragédias como foi a Segunda Guerra Mundial. Primeiro, seria difícil determinar quem são os fascistas, os que merecem a morte ao invés de qualquer diálogo, reeducação, ou coisa do tipo. Em segundo, eles também não iam ficar parados esperando de braços cruzados que as pessoas os caçassem. Eles iriam se armar e sair violentando e matando as pessoas por aí também. Portanto, a melhor solução é tentar dialogar com as pessoas e entendê-las. Por que alguém fica assim? Por que alguém se transforma em um skinhead? Por que alguém chega à conclusão que certos grupos devem ser exterminados, e dedica sua vida a essa causa?

Eu fiz isso um pouco. Dialoguei, de forma agressiva e provocativa muitas vezes, mas ficando no diálogo, com neo-nazistas, através da Internet, onde a violência física é impossível. Eles foram obrigados a me ouvir. Não acho que eu tenha conseguido transformar um nazista em uma pessoa consciente da noite para o dia, mas acho que consegui mais do que muitos tentam, e muito mais do que campanhas educativas patéticas em escolas, tipo “Não seja rascista”, conseguem. Alguém acha que um skinhead vai ver um cartaz infantil desses e vai ter um toque na consciência? As campanhas contra a homofobia, por exemplo, parecem ter gerado mais raiva de todo o movimento em defesa dos gays. Por que? Porque elas infantilizam as pessoas.

Às vezes a provocação é necessária, para a pessoa ouvir. Tipo “o grande líder que você venera teve que se matar porque ele era esquizofrênico e o plano dele não deu errado”. Claro que isso só é possível na Internet, no cara-a-cara o sujeito vai partir para cima de você (se já não tiver partido antes). E não se pode ficar só na provocação, senão você pode até piorar a coisa (provocar psicopatas não vai amenizar o instinto assassino deles). É necessário, junto com isso, falar coisas mais inteligentes, mostrar contradições, e até mostrar que você não é tão diferente deles: “eu também não gosto de ver dois homens se beijando, mas você não acha que odiar os gays por isso é um egoísmo absurdo?”

Falando de pessoas mais comuns, e com quem é possível ter algum tipo de diálogo e até algumas risadas, eu conheci nos EUA um sujeito muito divertido, porém bastante racista e preconceituoso. Não gostava de negros, de japoneses, e nem de árabes. Pode parecer surpreendente que mesmo tendo contado para ele que eu sou 50% árabe nós dávamos algumas risadas juntos: por que uma pessoa assim seria amiga de um árabe? E por que um árabe que odeia o racismo e o preconceito seria amigo de uma pessoa assim?

Os socialistas e a esquerda mais radical em geral, os anti-preconceito mais extremistas, vão achar um absurdo, vão me condenar por ter ficado amigo de uma pessoa assim. Mas eu vos aconselho a virarem seus dedos para si próprios, porque enquanto vocês ficam repetindo para as paredes argumentos de ódio (que acabam muitas vezes se igualando justamente aos argumentos de quem vocês querem combater), eu estava usando toda minha inteligência, meu humor, meu tempo, meu raciocínio, minha capacidade de ouvir e de falar, para tentar mudar a cabeça de uma pessoa, e para entender porque essa pessoa pensa assim, já que, como muitos falam, ninguém nasce rascista. Se eu tivesse brigado com ele por ele ser assim, ele iria apenas confirmar na cabeça deles que nós “árabes, brasileiros, estrangeiros, etc.” somos pessoas ruins.

Não estou falando que devemos mandar flores para a Klu-Klux-Klan. Estou falando que se você é diferente deles, deve agir por outros meios. Deve tirar sarro deles. Deve dialogar, perguntar por que pensam assim, mostrar as contradições nos pensamentos deles, os erros. É isso ou prender e matar, não é? Ou você pretende deixar essas pessoas soltas por aí, sendo como são, e criticando elas pelas beiradas como se fosse muito corajoso e muito ético, mas sabendo no fundo que você não está fazendo nada de efetivo para mudá-las? Se eu estou andando na rua, tenho uma arma, e vejo 5 skinheads espancando um preto ou um viado, eu não vou pensar duas vezes se puder matar os 5 skinheads e ajudar o sujeito que está sendo espancado. Salvarei um inocente, e tirarei de circulação 5 pessoas que ameaçam gravemente o bem-estar social.

Mas como eu já disse, não podemos apostar nessa solução, isso é para momentos de emergência. Até porque skinheads são poucos, grande parte do racismo e do preconceito estão camuflados nas mentes e nas emoções das pessoas, junto com outros pensamentos e emoções menos perigosos. De forma que a própria pessoa se contradiz muitas vezes, porque ela em algum ponto de sua consciência imagina que é errado pensar assim, mas tem aquele sentimento de raiva, de desprezo, contra aqueles grupos.

Vamos supor que 80% das pessoas fossem racistas. Você mataria todas elas? Não, você não mataria, nem se quisesse. Então, se você realmente quer mudar o mundo, comece dialogando com elas, entendendo elas, e comece com você mesmo, fazendo um “pente-fino” na sua consciência e nos seus sentimentos para se certificar de que não existe nem uma sombra de preconceito e de sentimentos de raiva contra algum grupo. Até porque, o preconceito é algo automático, é natural de nossa mente. Só vai embora se nós aprendemos a percebê-lo e a lidar com ele. Não é negando o preconceito, não é apenas tendo raiva de qualquer coisa que lhe pareça preconceituosa, que ele vai sumir.

Não adianta focar nos psicopatas que quebram lâmpadas na cabeça das pessoas, arrumam brigas a troco de nada ou de algo pior do que nada, matam pessoas porque estavam correndo com seus carros, enganam pobres, destróem florestas, abusam de autoridade, criam ditaduras. Não são os fascistas, os skinheads, os atiradores de colégios e os políticos corruptos que devemos trabalhar. Esses já não parecem ter alguma solução. Esses são como o exército de Hitler, infelizmente a única solução para eles talvez seja prisão ou morte, eles não dialogam, eles só agridem, não existe chance de convencê-los, de mudá-los.

Por isso, devemos trabalhar a grande maioria da população, que pode não ser como eles, mas fica conivente com suas atitudes, e faz outras atitudes, de menor grau, que acabam apoiando isso. São as pessoas que têm um mínimo de sentimento, que podem ser sensibilizadas por boas causas, mas desde que sintam segurança e desde que seja feito um bom marketing das boas causas, porque essas pessoas, essa maioria, são covardes e interesseiras, além de facilmente manipuláveis. Se tiverem que se juntar com o que existe de pior no mundo, o farão. Hitler não faria nada sozinho, precisou do apoio de milhões. A ditadura militar não foi um golpe de meia dúzia de militares, mas um golpe apoiado por vários setores da imprensa, da política, e da sociedade, até que se voltou contra esses mesmos setores, em um “golpe dentro do golpe”. E políticos preconceituosos como Jair Bolsonaro só estão eleitos porque existem muitas pessoas que compartilham suas idéias, ou simplesmente votaram nele sem saber de nada que acontece.

Aliás, é fácil para o brasileiro falar que são todos iguais, são todos corruptos, enquanto existe uma meia dúzia de políticos tentando fazer coisas boas, e se sacrificando por isso. Tudo funcionaria muito melhor se as pessoas fizessem um pequeno esforço para tentar dinstinguir os bons políticos dos maus, e dos meia-boca. Porque na política acontece igual na sociedade: existe uma minoria muito ruim, capaz de qualquer coisa para atingir seus interesses egoístas e estúpidos, e de outro lado, uma minoria que tenta fazer algo de bom, e uma grande maioria que está no meio-termo. Se essa maioria pende para o lado ruim, tudo que existe de pior acontecerá, e se ela pender para o lado bom, esse lado se fortalece e pode trabalhar por boas causas.

Não quero fazer maniqueísmo aqui, de “bem e mal”. Bem e mal são coisas complexas, é possível que um serial killer ou mesmo Hitler tivesse, no meio de toda sua loucura, uma intenção boa. Mas é fato que existem, de um lado, pessoas violentas, autoritárias, egoístas, corruptas, assassinas; e de outro, pessoas que lutam pelo meio-ambiente, pelos direitos humanos, etc. Não que as pessoas sejam assim o tempo todo. Uma pessoa bem-intencionada comete seus deslizes, todos temos nossas ignorâncias, nossos egoísmos, nossos maus instintos. Mas precisamos separar o joio do trigo.

Se tudo que eu falei estiver certo, quem ler esse post estará nesse meio-termo. Então, talvez seja hora de começarem a fazer um mínimo de esforço. E se você se considera como parte dessa minoria que luta pelas “boas causas”, certifique-se de que essas causas são realmente boas, e pare de dar murro em ponta de faca. Convença, esclareça, busque apoio. Meia-duzia de heróis não consegue mudar o mundo, é preciso ter boas estratégias e ter o apoio das massas. É preciso criar ondas, e hoje isso é cada vez mais fácil com a internet, com o marketing viral, etc. Porque a partir do momento que você cria um pequeno apoio, ele vai se espalhando, e quando se torna maioria, aqueles que ainda estavam coniventes com as coisas ruins no mundo vão querer ficar do lado “do bem”, porque é o lado mais forte agora. Se você for eleito como deputado, e tentar mudar tudo sozinho, pode acabar morto, preso, pode ter sua vida destruída, mentiras criadas sobre você e até sua família pode ser prejudicada. Mas se você for parte de uma maioria, quem terá que se esconder são os corruptos, os maus, etc. (mas eu devo lembrar, mais uma vez, que devemos tomar muito cuidado com qualquer maniqueísmo, qualquer julgamento simplista como “bons e maus” – estou usando esse tipo de julgamento só para facilitar o texto).

Os bons líderes são essas pessoas que conseguem unir multidões em torno de boas causas. Imagine se a cada briga que você vê numa porta de balada uma multidão se colocasse no meio e impedisse os agressores? Imagine se cada vez que alguém passa ameaçando todo mundo com seu carro essa pessoa fosse parada no farol por vários carros e impedida de prosseguir? Aí certamente muitos desses iriam parar para pensar. Alguns, como eu disse no começo, são caso perdido, e mesmo assim talvez não mudassem, mas ficariam impotentes para causar todo mal que causam hoje em dia sem obstáculo algum.

Gisele Bundchen acaba de criar uma polêmica por dizer que não usa protetor solar e que mantém sua pele protegida mesmo assim. Ao que me parece, a explicação dela está certíssima. Não sou especialista em dermatologia, mas algumas experiências me dizem que ela está certa.
Tudo bem que a declaração dela pode gerar reações negativas, porque nossa população, infelizmente, é simplista e acomodada, seguindo muitas vezes à risca o que seus ídolos falam sem entender bem o que queriam dizer. Até as pessoas mais instruídas muitas vezes seguem o que as pessoas disseram sem entender os detalhes.

Mas daí a criticar e desconsiderar tudo que Gisele falou, e não refletir sobre tudo que está em jogo nesse caso, é outra história.

No último Reveillon, um conhecido meu foi parar no hospital com queimaduras graves nas costas. Sabem o que o médico falou a ele? Que provavelmente foi o Sundown (o protetor solar que mais utilizamos), que causou esse problema.

Tudo bem que pode ser um exagero falar para pararmos de usar protetor solar, mas certamente achar que o protetor solar vai nos livrar das radiações que, aliás, são cada vez maiores por causa dos danos que causamos à camada de ozônio, é besteira. Com certeza, voce vai ficar muito mais protegido se não pegar o sol no “horário de pico”, do que se pegar e utilizar o protetor solar o dia inteiro.

Além do mais, o que a top model quis dizer foi que o protetor solar natural pode ser melhor. E eu apóio totalmente essa declaração. Sabemos muito bem o que as indústrias farmacêuticas e de cosméticos fazem por aí. E sabemos também que não podemos confiar em alguns médicos e especialistas, porque estão de conluio com essas indústrias.

http://estilo.uol.com.br/beleza/ultimas-noticias/redacao/2011/02/16/declaracao-de-gisele-sobre-protetor-solar-divide-opiniao-de-medicos.htm

De um lado, decepção, repetição de coisas ruins para o país, falta de criatividade e em alguns casos, como não pode faltar na política, até de caráter. De outro, uma luz muito forte no fim do túnel.

O desânimo foi com os dois principais candidatos e todos aqueles que os apoiavam, mas foi mais ainda com boa parte da imprensa e da sociedade. De outro lado, a luz forte no fim do túnel, para mim, vem, obviamente, da campanha de Marina Silva, da qual sou um pouco suspeito para falar por ter participado e por ser um grande fã de Marina.

Serra e Dilma fizeram uma campanha meio fraca, não apresentaram um programa de governo que possa ser chamado como tal, e quando viram a força de Marina nos seus 20 milhões de votos, eles e principalmente seus apoiadores passaram a disputar o apoio dela de forma ridícula, inclusive dando a entender que ela estava apoiando sem autorização dela. Marina postou, em seu site, um protesto contra a campanha de Serra por declarar apoio dela e até criar um e-mail falso para Marina. E os aliados de Dilma não ficam para trás no jogo baixo: um blog quase oficial da campanha, o “Blog da Dilma” , havia colocado um texto bem ofensivo, chamando Marina de traidora, e depois, no segundo turno, não apenas tirou esse texto, como ainda colocou um banner verde escrito “Sou Marina voto 13”. Além de algumas pessoas que vi no Twitter usando o “Eu Sou + 1” de Marina para votar em Dilma.
Esse ultimo caso, assim como as cores usadas pelo adesivo de Serra no segundo turno (bem parecidas com as de Marina- um amarelo com azul e branco, bem parecido com o amarelo, verde e branco do adesivo de Marina), ou foi uma necessidade de copiar por falta de criatividade ou, o que acho mais provável, uma tentativa de confundir os mais desinformados para eles acharem que a Marina estava com o Serra, ou com a Dilma. Colegas meus afirmaram “Marina está apoiando o o Serra. Fiquei decepcionada.” Eu duvidei, e ela disse que viu no jornal. Quando fui ver, era uma mensagem da campanha de Serra falando que segundo o Datafolha 51% dos “marineiros” já estavam com Serra.

Esse já é um outro caso, de desinformação talvez, como o de muitas pessoas que diziam “ah, eu ia votar na Marina, mas fiquei com medo de a Dilma ganhar no primeiro turno”. Uma regra básica de nossas eleições essas pessoas não conheciam: para ganhar no primeiro turno, é preciso ter 50% a mais que todos outros candidatos juntos, não importa quanto Serra e Marina teriam, bastasse que somados tivessem mais que Dilma.

E junto com isso, ainda tinha toda a crítica muitas vezes superficial e maldosa da imprensa, da qual não só Marina mas todos os candidatos são vítimas. Mas isso acaba nivelando os candidatos e apagando suas qualidades, além de exagerar seus defeitos e até mesmo criar defeitos que não existem.

E uma parte considerável da sociedade também teve seu papel negativo. Continuou em uma briga raivosa, irracional, parecida com aqueles piores tipos de torcedores de futebol, agressivos e iludidos, cegamente apaixonados por algo que nem compreendem direito. PT contra PSDB, e ocasionalmente críticas agressivas e irracionais dirigidas também contra Marina. Pessoas que não sabiam direito o que está acontecendo, mas queriam deixar seus desabafos.

E no segundo turno, ou mesmo depois da eleição de Dilma, ficou claro que muitas dessas pessoas tinham uma certa prepotência: qualquer coisa diferente do que eles queriam (eleger Serra ou eleger Dilma) era absurda. Marina foi acusada por eles de estar cometendo um grande erro por “deixar uma terrorista ganhar e implantar uma ditadura”. Ou por não apoiar seus companheiros históricos do PT e sua luta em nome dos pobres e dos trabalhadores. Francamente, isso comigo não cola. Espero que não cole com mais ninguém.

E aqui vemos uma diferença importante entre Marina e seus adversários, mas também entre os eleitores e apoiadores de Marina e os eleitores e apoiadores de Serra e Dilma. Ofensas pessoais foi algo que não vi entre os que faziam campanha por Marina. Para falar a verdade, vi uma vez, em toda a campanha, uma pequena ofensa de um apoiador de Marina. Uma vez! Sendo que eu ficava o dia inteiro lendo comentários, e via no mínimo uns 15 comentários ruins por dia de dilmistas e serristas, petistas e tucanos.

De outro lado, um movimento muito bonito, histórico, da campanha de Marina. Não apenas da Marina Silva, mas de toda uma parcela da sociedade, do empresariado, de líderes sindicais, etc. De igrejas também, mas há de se dizer que muitas igrejas, principalmente aquelas mais suspeitas, como a Universal de Edir Macedo, apoiaram Dilma, o que faz muito menos sentido do ponto de vista ético: porque um evangélico apoiaria Dilma? O que eles possuem em comum?
Mas mesmo assim, Marina foi criticada, chamada de fundamentalista, e acusada por internautas raivosos de ser apoiada, por exemplo, pelo mesmo Edir que declarou apoio a Dilma! Um pastor maluco rompeu apoio a Marina por ela não ter uma posição “clara” sobre aborto, sendo que ela tinha a posição mais clara, mas curiosamente, enquanto alguns chamavam ela de fundamentalista por se assumir pessoalmente contra o aborto, os que realmente são fundamentalistas foram mais espertos que esses ateus raivosos e perceberam que, mesmo tendo essa visão pessoal conservadora, Marina era, entre os 4 principais candidatos (incluindo o cristão Plinio de Arruda Sampaio), A ÚNICA que defendeu a ideia de discutir mudanças na legislação de aborto e de outros temas polêmicos como a legalização das drogas, porque ela entende que são questões complexas, porque envolvem aspectos religiosos, morais, filosóficos, etc. Uma pessoa não pode decidir isso sozinha, em um país que se pretende democrático. Aí, por ter dito isso, foi acusada por alguns, como o querido Plínio, de ser “em cima do muro”.

Fato é que Marina colocou finalmente em xeque a polarização entre PT e PSDB. Já está na hora de sairmos dessa disputa infantil e entrarmos em uma nova fase. Foi isso, mais que o meio-ambiente, que me fez começar a admirar ela bastante: sem deixar de elogiar FHC e Lula, que foram para mim os melhores presidentes que já tivemos, Marina defendeu, desde o começo da campanha, um realinhamento, uma nova fase. O PT e PSDB,e principalmente esse duelo entre eles, já deu o que tinha que dar.

A campanha teve seus defeitos, sim. Marina tem seus defeitos.Ninguém é perfeito. Mas foi uma novidade inquestionável, e mesmo sem ter sido eleita ela marcou as eleições de 2010.

Quando começa aquele som da multidão unida, torcendo, vibrando, não há quem não se arrepie. É fantástico o poder que um jogo de futebol causa. Mas infelizmente, tem coisa muito ruim por traz de toda essa beleza.
Realmente um jogo de futebol profissional é algo muito interessante. Toda a habilidade, a inteligência nas jogadas, o esquema tático, as jogadas ensaiadas. Isso traz muita diversão para as pessoas, e vira motivo de festa. E além disso, todo o apelo do esporte pela saúde, pela garra, pela determinação, pelo fair play, e contra as drogas, a violência e o crime. Sem falar no rompimento das barreiras entre pobres e ricos: para jogar futebol, só precisamos de uma bola, e um espaço, e pode-se até improvisar com qualquer objeto, ao invés de bola, e com um pequeno espaço, para brincar um pouco. E o futebol profissional é uma possibilidade de ascensão, uma chance na vida das milhões de crianças pobres que não podem estudar.
Então, onde estão as coisas ruins? Tudo parece tão belo, tão louvável! Mas existe um pouco de ilusão em tudo isso: primeiro, que a tal possibilidade de vencer na vida através do futebol só existe para uma minoria, e acaba iludindo milhões de crianças e jovens, a maioria sem chegar muito longe (e sem tentar vencer na vida de outras maneiras). E se considerarmos que os jogadores de sucesso, o modelo em que se baseiam crianças no mundo inteiro, os heróis dessas crianças, ganham milhões por mês, e que, como dizem os economistas, os recursos são escassos, o dinheiro é escasso, o futebol profissional só aumenta a desigualdade e a pobreza. Outro motivo para percebermos que a competição esportiva profissional é apenas um motor de desigualdade e pobreza é o próprio processo que a causa: é o mesmo processo que acontece nas empresas, e em quase tudo. A meritocracia e a competição, só que uma meritocracia distorcida, exagerada, e muitas vezes injusta. Quando alguém começa a se dar bem, vai ganhando cada vez mais com patrocínios, salários, competição entre os times por essa pessoa, e chega a ganhar esses milhões, enquanto outros que muitas vezes jogam quase tão bem quanto, ou que ao menos são tão esforçados quanto, ou mais do que isso, acabam ganhando salários desprezíveis.
Em segundo lugar, o apelo à saúde também tem um lado falso: quando tratamos de esporte PROFISSIONAL, não é a saúde a finalidade do exercício, mas a vitória, o dinheiro, a carreira profissional. E muitas vezes, para atingir esse objetivo, as pessoas não apenas desprezam a saúde, mas até chegam a ir contra ela, obrigando jogadores a tomarem hormônios, esteróides, entre outros. Além disso, todo o treinamento é feito para o jogador ser uma máquina, ser mais forte, mais resistente, mas não necessariamente para viver mais e melhor. Sem falar nas contusões.
Terceiro lugar: o apelo pela paz, contra a violência e o crime, também é duvidoso. A maioria dos crimes no mundo acontece pela ganância, pela competição, seja para sobreviver ou para ter mais dinheiro, mesmo já tendo boas condições de sobrevivência. Exceto os crimes cometidos por psicopatas, por puro sadismo, os outros são baseados na mesma mentalidade que uma competição esportiva, ou qualquer competição. Aliás, até mesmo o sadismo e a psicose têm uma relação forte com a mentalidade competitiva: o sabor de ver o adversário derrotado e de ter dominado ele, pisado nele, vencido. Como as pessoas conseguem ficar tão felizes com um acontecimento onde metade dos envolvidos sai derrotado, triste, deprimido? Como fazer tanta festa com uma coisa que, no fundo, é tão anti-social, tão parecida com uma guerra? E para piorar, às vezes se torna realmente uma guerra, entre jogadores, ou o que é pior, entre as torcidas.
Em quarto lugar, ainda existe a questão da diversão, que é a grande finalidade dos torcedores todos. Será que realmente nos divertimos com o futebol? A sociedade brasileira de cardiologia acaba de realizar uma pesquisa onde mostra que o número de infartos na Copa do Mundo aumenta bastante. Muitos dirão que qualquer coisa que causa muita euforia, o sexo, por exemplo, pode dar infarto. Verdade, mas o problema não são apenas infartos: são as brigas, toda a preocupação, o desespero durante toda a partida, a tristeza da derrota. Sem falar numa coisa que eu acho totalmente ridícula: toda a seriedade, toda a análise cuidadosa, técnica, dos jogos, dos lances, das decisões do juiz. Qual o sentido disso tudo? Não era uma diversão? Por que tanto investimento de tempo, de dinheiro, de preocupação, de raiva, em algo que deveria ser uma diversão? E qual o sentido de torcer para um time? Por que motivo você ama tanto o São Paulo e não o Corinthians, o Flamengo e não o Botafogo? Porque seu pai torcia? Porque você simpatizava com o time durante uma época?
O pior é que parece que no Brasil, quando as pessoas deixam de se preocupar tanto com futebol para voltar sua atenção para política, para as coisas que acontecem nas NOSSAS VIDAS, E COM O SEU BOLSO, e não com o do seu time do coração, elas adotam a mesma posição apaixonada, raivosa, estúpida, que têm no futebol. Elas começam a torcer para um “time” (um partido político, uma ideologia, um candidato, etc.) e não aceitam nenhuma crítica a esse “time”. Não conseguem ter um debate racional, consciente.
Eu também me arrepio quando começa um jogo de futebol, e vejo toda aquela sincronia entre milhões de pessoas, gritando ao mesmo tempo, em cada jogada, e principalmente nos gols. E também vejo todo o lado bom que existe nisso. Mas não podemos nos enganar. Quero que todos entendam que isso é apenas um sentimento desprezível, inconsciente, e ilusório. E que não acontece só com futebol. Qualquer show de uma banda famosa em um estádio grande traz até mais dessa emoção, porque junto com toda a emoção de uma multidão cantando junto, existe a música, algo que traz muita emoção também (e sem toda a energia negativa trazida pela competição). Até mesmo o discurso de um político hábil traz essa emoção toda. Quanta gente não se emocionou com os discursos de Obama? Ou o que é pior, de Hitler!! Claro, o futebol profissional não é tão ruim quanto o nazismo, mas ele causa o mesmo sentimento de uma massa irracional, inconsciente, prestando atenção, e se emocionando com algo que parece muito bonito, louvável, heróico.

Não quero que as pessoas parem de assistir ao futebol, parem de fazer festa na Copa do Mundo. Até porque, tudo que disse aqui vale para qualquer esporte profissional, e algumas coisas valem para qualquer competição. Quero apenas que parem de dar tanta importância, e que aprendam a apenas curtir isso, que transformem isso numa diversão, e não em um entretenimento besta, um vício, um motivo para ficar indignado, triste, enraivecido, violento, chato, e acima de tudo, burro… Se você se deixa levar por esse sentimento todo da multidão, do narrador dramático, vai ser um idiota, uma massa de manobra, e vai sofrer muito à toa sem finalidade alguma (porque sua finalidade, pensava você, era se divertir, mas acabou se tornando a vitória, e essa vitória nem é sua, é de um time do qual você não faz parte). E senhores narradores, por favor, parem de chamar jogadores de heróis! Um cara que está se esforçando só para aparecer, ganhar dinheiro, e bater no peito falando “eu sou foda”, não tem nada próximo de um herói, no máximo a tal “garra e determinação”, mas essa mesma garra e determinação muitas pessoas têm, heróis e vilões. O que transforma alguém em herói não é sua garra, mas como ele a usa. Dito isso, vou comprar minha camisa da seleção da Argentina e torcer para que o Brasil perca dos hermanos na final, porque vai ser muito engraçado, e acredito sinceramente que será melhor para o país, mesmo depois de alguns dias de tristeza para essa nação entorpecida.